ARQUEOLOGIA - Placas de Ouro na América Pré Colombiana
Daniel
Johnson
Daniel Johnson é membro do Book
of Mormon Archaeological Forum (BMAF-Forum Arqueológico do Livro de Mórmon)
e principal autor de An LDS Guide to Mesoamerica (Um Guia SUD para
a Mesoamérica). O Irmão Johnson compartilha a apresentação que fez em
Outubro/2010 na Conferência do BMAF. Mesmo que não a tenha assistido,
você não pode deixar de ler o presente artigo.
Ouça a apresentação de
Daniel Johnson sincronizada com todos os seus gráficos. Aprenda
exatamente o que O Livro de Mórmon diz a
respeito do uso de metais.
Veja como os necessários
depósitos de minério correspondem com as sugestões de local registradas no
Livro de Mórmon.
Aprenda sobre os fascinantes
artefatos de ouro, cobre, bronze e aço das escavações já conhecidas, incluindo
exemplos maias de escrita hieroglífica sobre placas de ouro.
Descubra como muitos
exemplos de importantes escritos sobre placas de metal da antiguidade, que eram
completamente desconhecidos até ofinal do Século XX, agora são aceitos!
Ouça a apresentação
de Daniel Johnson (em inglês) enquanto vê 50 slides clicando no link:
http://home.comcast.net/~danjohn8/bmaf/
RECENTE descoberta arqueológica está em
todos os sites, blogs e listas de e-mail, mostrando o quê parece ser fotos de
um pequeno livro de placas de metal corroídas, presas por anéis metálicos. Não
é algo duvidoso ou fraudulento, mas está sendo seriamente considerado como
autênticos artefatos antigos do Oriente Médio.
Encontrados numa caverna na Jordânia,
esses livros, ou códices, são únicos e muito impressionantes. Mais de 70 deles
são conhecidos, cada um contando com de 5 a 50 “páginas” ou folhas de chumbo.
Elas têm sido referidas como ‘placas’.
Graziella Beting - Achado arqueológico está gerando
polêmica entre especialistas em história religiosa. A localização de 70 livros feitos
de placas de chumbo em uma caverna na Jordânia foi anunciada como “a maior
descoberta da história cristã”. Os códices, do século I, trariam relatos dos
últimos anos da vida de Jesus Cristo. Muitos pesquisadores estão céticos.
Os códices teriam sido encontrados há cinco anos em uma região onde cristãos se refugiaram depois da destruição do Templo de Jerusalém, no ano 70. Alguns dos volumes estão selados, o que deu margem à especulação de que se trataria de uma coleção secreta mencionada no Livro da Revelação, da Bíblia.
O britânico David Elkington, escritor e pesquisador de arqueologia religiosa, foi um dos únicos a analisar pessoalmente os códices e foi categórico ao atestar sua autenticidade. Segundo ele, testes de datação confirmaram que os livros têm 2 mil anos. Mas outros especialistas são mais cautelosos. Steve Caruso, tradutor de aramaico, analisou as fotos dos códices e declarou que eles trazem inscrições em línguas do século I e III, mais recentes, portanto, que a época de Jesus. Peter Thonemann, arqueólogo de Oxford, também encontrou anacronismos em algumas das imagens. http://www2.uol.com.br/historiaviva/noticias/a_maior_reliquia_crista.html
Os códices teriam sido encontrados há cinco anos em uma região onde cristãos se refugiaram depois da destruição do Templo de Jerusalém, no ano 70. Alguns dos volumes estão selados, o que deu margem à especulação de que se trataria de uma coleção secreta mencionada no Livro da Revelação, da Bíblia.
O britânico David Elkington, escritor e pesquisador de arqueologia religiosa, foi um dos únicos a analisar pessoalmente os códices e foi categórico ao atestar sua autenticidade. Segundo ele, testes de datação confirmaram que os livros têm 2 mil anos. Mas outros especialistas são mais cautelosos. Steve Caruso, tradutor de aramaico, analisou as fotos dos códices e declarou que eles trazem inscrições em línguas do século I e III, mais recentes, portanto, que a época de Jesus. Peter Thonemann, arqueólogo de Oxford, também encontrou anacronismos em algumas das imagens. http://www2.uol.com.br/historiaviva/noticias/a_maior_reliquia_crista.html
É difícil afirmar qualquer coisa a
partir das fotos, mas as páginas dos códices são quase do tamanho de um cartão
de crédito e curiosamente algumas estão seladas por anéis que prendem-nas nos
quatro lados.
Elas estão gravadas com imagens simples
da iconografia judaica e cristã, bem como com escritos que parecem ser de
natureza messiânica. Apenas umas poucas frases foram traduzidas mas nenhuma das
fotos disponíveis mostram muito do texto original.
Além dessa pequena e tentadora
informação, muito de sua história está em questão. O atual proprietário das
placas, o israelita Hassan Saeda, declara que elas têm sido propriedade de sua
família por mais de um século, entretanto o governo da Jordânia assegura que os
livros foram encontrados na Jordânia entre os anos de 2005 e 2007 por um
beduíno jordaniano e depois foram contrabandeados do país. Apesar de a Jordânia
estar tentando fazê-las retornar ao país de origem, tem havido algumas
acusações de que são falsos.
Israel tem tido casos de apresentação
de falsas relíquias tais como os ossos de “Tiago, irmão de Jesus”, então isso
certamente é uma possiblidade; mas os especialistas estão convencidos de que a
corrosão nas placas de chumbo indicam que elas realmente são objetos antigos. O
pensamento prevalecente é que elas datam do primeiro século da era cristã, o
que faz delas objetos de quase 2 mil anos. Judeus defensores da cabala
associam-nas a essa prática, enquanto que outros acreditam que esses códices
contém os primeiros exemplos de literatura cristã.
Apenas o tempo dirá qual é a verdade
por trás desses fascinantes artefatos.
Supondo que sejam genuínos, talvez
representem o mais significativo achado arqueológico do Oriente Médio desde que
os Papiros do Mar Morto foram encontrados nos anos de 1940 e cuja autenticidade
a princípio também foram postos em dúvida. Podemos estar olhando para uma
situação similar no caso dos códices de chumbo. Aparentemente as placas foram
seladas e escondidas para mantê-las a salvo, assim como aconteceu com os
Papiros do Mar Morto.
Se os livros forem o que se declara
serem, então são os registros cristãos mais antigos gravados em placas de
metal. Os mais antigos fragmentos do Antigo Testamento já conhecidos são
pequenos rolos de prata contendo passagens do livro de Números. O mais antigo livro é feito de páginas
de ouro puro presas com anéis.
Esse
exemplo etrusco tem pelo menos 2.500 anos.
É
digno de nota o fato de que nenhum desses artefatos foi encontrado antes de
1830, quando O Livro de Mórmon foi publicado. Se Joseph Smith estivesse
inventando sua história de placas douradas, ele não tinha precedente histórico
sobre o qual se basear.
Não
apenas esses e outros achados do século passado afirmam a validade de antigos
registros em placas de metal, mas elas vêm todos do Oriente Médio, exatamente onde
o relato do Livro de Mórmon começou.
Mesmo
apesar de os mantenedores do registro nefita terem vivido nas Américas, eles
seguiam a tradição semítica na linguagem e nos meios que usaram para preservar
seus registros mais sagrados.
O
fato de que registros antigos em placas de metal estarem se tornando cada vez
mais comuns, é um forte apoio para O Livro de Mórmon, mas o fato de serem todos
de antiga culturas do Oriente Médio deve ser mais que mera coincidência.
Ass.: Daniel
Johnson
DANIEL
JOHNSON por toda a vida tem se interessado pelas culturas antigas,
especialmente as culturas das Américas. Sua primeira viagem à Mesoamérica foi
em 1999. Desde então ele tem levado amigos em excursões à América Central e tem
dado palestras sobre suas viagens. Ele serviu missão de tempo integral nas
Missões Buenos Aires Norte e Mendoza Argentina. Trabalha como artista digital e
professor na Academia de Arte de San Francisco.
JARED
COOPER tem sido um fascinado com a história da Mesoamérica durante toda sua
vida. Ele serviu missão na Missão New York Utica. É presidente da Integrated
Network Communications.
DEREK
GASSER tem demonstrado por toda a vida um amor pelas viagens e pela fotografia.
Viajou por mais de 60 países e serve como voluntário em hospitais da Ásia e
África. Serviu missão na Missão Philippines Cebu. Trabalha como admistrador
hospitalar.
Você pode ver material adicional de
Johnson a respeito de placas de metal na Mesoamérica através do link www.bmaf.org/node/371, Home
BASEADO na apresentação "Metals and Golden Plates in Measoamerica" de Daniel Johnson em Outubro de 2010 na conferência anual do “Book of Mormon Archaelogical Forun”.
Clique aqui para assistir a
apresentação: http://home.comcast.net/~danjohn8/bmaf/metals.htm
(ligue o som).
Esta apresentação pré-supõe que a
região geográfica do Livro de Mórmon é a Mesoamérica.
Uma das críticas mais comuns é que a menção de certos metais por parte do Livro
de Mórmon é anacrônica
e com evidência "nula" na América pré-colombiana. Menos que isso,
dizem os críticos, não há nem sequer motivos para pensar em fundamento, muito
menos para crer que existiram "placas de ouro". Nos apoiaremos nas
descobertas compartilhadas recentemente por Daniel Johnson para refutar esta
crítica.
O Que é uma "placa" de
escritura?
Antes de começar, daremos uma
definição pertinente ao termo "placa". Entenderemos una
"placa" tal como o define a Real Academia da Língua Espanhola, como
"Pedaço de metal plano e delgado", ou o dicionário web: “Folha de
metal mais ou menos espessa”. Estudaremos placas que contenham certo tipo de
informação escrita e seja de caráter histórido ou religioso.
Os metais mencionados no Livro de
Mórmon na Mesoamérica
Como as placas se compõem de lâminas
delgadas e planas de metal, é também importante citar os metais mencionados no
Livro de Mórmon, em ordem alfabética:
1.
Aço (é uma liga de ferro e carbono,
consequentemente este último elemento também está implicitamente presente no
Livro de Mórmon)
2.
Bronze
3.
Cobre
4.
Ferro
5.
Ouro
6.
Prata
Sabemos que as culturas do Livro de
Mórmon efectivamente escreviam informações importante de carácter histórico o
religioso que era necessário perpetuar, em placas de destes metais.
A placas que O Livro de Mórmon
menciona são categorizadas por tipo de metal são:
1.
Placas de Bronze: entre estas se encontram as placas de Labão (1
Néfi 3-5, 13:23) que Leí trouxe desde Jerusalém que continham as Escrituras até
600 a.C. e a genealogia de seus pais.
2.
Placas de Ouro: As 24 placas dos jareditas (Mosias 8:9; Éter 1:2)
e o próprio Libro de Mórmon (muito possivelmente uma liga de ouro e cobre,
segundo declaração de William Smith, irmão mais jovem Joseph Smith Jr.)
3.
Placas de outros
metais não especificados: Placas de Néfi
(maiores e menores) e as Placas de Mórmon.
Sabemos que qualquer região que
reclame ser a região geográfica dos povos do Livro de Mórmon deve cumprir a
condição de ter estes metais e consequentemente dar a possibilidade a seus
antigos habitantes de haverem fabricado utensílios com estes, em específico o
objeto de nosso estudo, ou seja, placas ou lâminas delgadas e planas contendo
informações culturalmente relevantes.
Daniel Johnson, em sua apresentação,
mostra primeiramente como se distribui o metal na região da Mesoamérica para
ver se verdadeiramente há sustento para os metais que O Livro de Mórmon
menciona:
https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg4U0XwU0Od1H-abZizrHEJmkh4MCe_5IrE16sMH7ngKXzEiEQGZCwLpSfnmG6j4BSiUmKnC7JqhJWp78PQqYJlFcvopOmGV346Ynt7janXkCXoq0gJKS6an5ttqGThUx-MI7iEvJbpRpJJ/s400/slide0002_image007.jpg
Mapa dos depósitos atuais de metais na região da Mesoamérica
Ao observar este mapa dos depósitos
de metais da Guatemala, efetivamente encontramos suficiente evidencia para os
metais do Livro de Mórmon. Menciona depósitos de ouro, cobre ferro e prata
[Nota do autor do presente artigo: também há evidencias de depósitos de
carbono, assim a fabricação de aço era perfeitamente factível].
Fonte: pa-digital.com.pa - 21 de Maio de 2008 - Em países como Guatemala, El Salvador, Honduras e
Panamá, estão adiantados os projetos de construção de plantas industriais que
trabalhem com carvão mineral, observando os padrões de conservação ambiental.
Há mais de cinco anos foi instalada na América Central a primeira planta de
carvão, sendo a Guatemala o primeiro país a implementar essa alternativa. A
mesma foi criada para gerar 130 megawatts, capacidade que pode ser
ampliada. No Panamá empresas como Pan Am Generating Termica del Caribe,
Pedregal Power e outras funcionam com óleo combustível, que também tem
incrementado seus custos em 8%.
Se olharmos no mapa de México, ao norte do
interior, veremos que é rico em ouro, mas não é rico em ferro, como é o
interior:
Aqui visualizamos um mapa global dos
depósitos, dando-nos uma visão panorâmica e global dos metais:
Placas de ouro no Velho Mundo
Antes de nos apresentar as placas de
ouro da Mesoamérica, Daniel Johnson nos situa no contexto e faz um resumo das
descobertas de placas e ouro e outros metais em diferentes partes do mundo:
Pequena
placa de ouro encontrada na Áutria [na tumba de um menino romano]. Data do
Século III a.C. Contém uma transliteração do hebreu para o grego de
Deuteronômio 6:4 "ΣΥΜΑ ΙΣΤΡΑΗΛ ΑΔΩNΕ ΕΛΩΗ ΑΔΩN Α" (Ouve, ó Israel:
Jeová nosso Deus, é o único Senhor.
Placas
de bronze datadas em 109 a.C. durante o governo do imperador Trajano em Roma.
Parte
dos rolos de Qumran do mar morto (1%) foram escritos em rolos de cobre. Datados
entre 50-100 a.C.
Placa
de cobre de Taxila, Paquistão, escrita no Século I a.C
Placas
de ouro de Pyrgi, perto de Roma, escritas em etrusco antigo, do Século V a.C
https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi3bLRIstWooA5ZHogbWbhfFty8w-loormjjQSkIWC-SpsbodiHw-1e0qQ7CFl3cV1QFILS-aaC948amSTGPfePCFrty9J3JfaW_OOrT1LjwFwyNLmAk3YvOJ6AwklAcSddPe8VU8Uhw4Ti/s320/slide0043_image206.jpg
Placa de ouro do Rei Dario, encontradas na Pérsia, datadas em 522 a.C.
Placa de ouro do Rei Dario, encontradas na Pérsia, datadas em 522 a.C.
Placas
de metal precioso encontradas numa caixa de pedras.
*
Livro
etrusco feito com 24 placas de ouro, encontrado na Bulgária datado no Século V
a.C
Os manuscritos
bíblicos mais antigos conhecidos, escritos entre 600-700 a.C. em rolos de
prata, encontrados numa tumba perto de Jerusalén, contendo a bênção sacerdotal
de Números 6 escrita en Paleo-Hebreu.
Placas de ouro na América
Daniel Johnon compartilha conosco o
impresionante achado de placas de ouro na Mesoamérica, num famoso cenote sagrado da região de Chichen Itzá. Eram de vários tipos entre os quais se achavam
placas retangulares e circulares de ouro.
Vista
do cenote sagrado de Chichen Itzá, lugar de descobrimento das placas de ouro.
O arqueólogo Edward Hebert Thomson entre os anos de
1904 a 1910, drenou e escavou cenote. As imagens a seguir dão fé a suas
descobertas, as quais foram enviadas e guardadas no Museu Peabody, na Universidade de
Harvard:
Foram encontrados muitos objetos,
tais como pontas de flechas, lanças de bronze, ferramentas de cobre, entre os
achados de Thomson. Encontraram também ferramentas de ferro na tumba de uma
múmia em Costa Rica, no ano de 1883, entre outros objetos que concordam com os
metais mencionados no Livro de Mórmon.
As placas encontradas são dos
seguintes tipos:
1.
Fragmentos de placas de ouro em forma
rectangular
2.
Placas grandes de ouro em forma circular
Daniel Johnson nos mostra fotografias
exclusivas destes interessantes objetos:
Alguns fragmentos de placas de ouro
pré-colombianas extraídas do cenote de Chichen Itzá, datadas do Século IX a.C
com heroglíficos.
Contexto de uso de das planchas circulares:
são discos de informações guerreira dos Toltecas. As imagens acima se destacam
nos hieroglifos do marais do Templo do Jaguar em Chichen Itzá. Estes
discos sirviram como símbolos de poder, autoridade e profecia e proveram um
enlace ao mundo pós mortal. Os discos de ouro provavelmente vinham da América
Central e possivelmente tenham sido gravados em Yucatán
Daniel Johnson também nos mostra imágens exclusivas destas placas circulares de ouro com impresionantes detalhes de sua escrita:
Daniel Johnson também nos mostra imágens exclusivas destas placas circulares de ouro com impresionantes detalhes de sua escrita:
A escrita destas placas tinham um
caráter sagrado, o que evidencia que não só os povos pré-colombianos da
Mesoamérica escreviam em placas de ouro, como também usavam esta técnica de
gravação sobre delgadas lâminas de ouro para perpetuar tratados religiosos.
Conclusão
Muitos detractores do Livro de Mórmon
por anos foram cépticos de que na América pré-colombiana se achavam estas
lâminas de ouro escritas e por isso criticaram fortemente as afirmações de
Josph Smith devido a impossibilidade absoluta de Mórmon e Morône terem podido
compendiar um registro em placas de ouro, como o faziam em certas ocasiões as
civilizações do Velho Mundo.
Agora as evidências, se quem que iniciais, são tão
contundentes contra a crítica que mais uma vez reafirma-se a veracidade
histórica do Livro de Mórmon e derruba por terra todo o ceticismo anterior a
esta evidência.
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